domingo, 14 de dezembro de 2008

O meu soneto da separação

Ó, pra começar, terminou. Chega. Não tem mais choro nem vela. (Me lembrar de procurar o porquê dessa expressão, depois).

Essa história não se lê mais como uma pausa pequena pra respirar. Nem como uma pausa gostosa pra suspirar e especular o que vem depois. Se lê como o último ponto final.

Não é vírgula.

Não são reticências.

É ponto final.

(...)



Depois que ninguém se intromete mais.

Não quero analisar. Não quero discutir. Não quero responder como eu estou essa manhã em particular.

Não quero contar nada pra mais ninguém que parecer confiável ou receptivo. Não insistam. Não boto a mão no fogo por mais ninguém, nessa vida.

O bom de se queimar bastante é que, uma hora, você aprende a brincar.

E saber brincar é reconhecer que existem regras. Regras que, uma vez quebradas, não adianta requebrar pra se safar... Você roda.

Roda. Roda. Roda. Sem sair do lugar.



... Até sair.


Dizem por aí que o mais difícil é o primeiro passo (8)

(...)

O mais difícil é o último.
Não tem espaço. É o fim da linha.
O mais difícil é parar de rodar.
E, tonta, achar o caminho.
E, perdida, saber as dimensões do chão.

(Ele ainda existe?)

4 comentários:

Maria Joana disse...

eu fico sempre meio muda quando passo por aqui... pensando. pensando.

Tulio Bucchioni disse...

Ah por isso que eu sempre prefiro achar que o caminho está em nós mesmos!
É como vc diz, confiar é um risco msm...Mas sou da seguinte opção: temos que estar abertos sempre!hahaha...Vc sabe!
Saudadeeeeeeee.

Alice Agnelli disse...

roda, roda, roda.
pé, pé, pé.

roda, roda, roda,
carangueijo, peixe é.

me faz procurar o porquê dessa música, também?

Felipe Lobo disse...

Como é difícil comentar aqui! Seus textos viscerais, difícil comentar. Me faz pensar, como bem disse a Mari...
Mas como tb disse o Tulio, sou do time que prefere confiar a desconfiar.