sábado, 8 de janeiro de 2011

Caretices para começar o ano

Nunca me senti tão puritana na minha vida como me senti jogando "Eu Nunca" na Argentina. Pra quem não sabe como se joga, alguém solta alguma coisa depois do "eu nunca..." e você só bebe se já fez. Vocês podem imaginar que eu fiquei bem sóbria nesse jogo.

Mas passou.
Não me senti mal. Me senti única. E você pode chamar de caipira ou de careta, eu realmente não me importo. É engraçado - e pode até ser brega - mas eu me senti especial, quase tão especial quanto algumas pessoas já fizeram eu me sentir. E muitas vezes até por causa disso. Não por me considerar melhor que qualquer um ali, porque eu, sinceramente, não me considero. Mas por me considerar diferente. E ser diferente é bom.

É claro que eu passei a ser vista como uma diferente esquisita do tipo que não curte a vida. O que me fez perceber que pra quem tem a mente tão aberta a ponto de fazer tantas coisas, como diabos não a tem a ponto de considerar a felicidade em valores e vidas diferentes? No fundo, no fundo, são tudo os mesmos caretas que eu. E a gente nunca é tão especial quanto imagina...

Beijar uma menina, usar um cara, ou dormir tão drogada a ponto de não saber onde eu estou acordando, definitivamente e por si só, não vão me garantir uma mente mais aberta. Muito menos mais feliz.

E eu só busco a felicidade nesse mundo, amor.

Um comentário:

owerdose disse...

parabens pela personalidade ! careta é ir na onda dos outros !