segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Madrugadeando

Ela, pra quem o amor era morrer por alguém, perguntou:
"Você tem medo de que eu morra?"
E eu queria ser fiel à resposta dele, mas nem eu sabia qual era... Poderia mentir, inventar, ou criar, como eu gosto de dizer, mas eu queria saber de verdade. Eu queria as coisas de verdade, agora. Especialmente as respostas, especialmente o amor. E isso me fez perder o controle dos meus personagens. Se eu soubesse o que ele iria dizer... Só sei que, ah, se eu pudesse realmente saber e ele pudesse realmente responder, a próxima pergunta dela estaria na ponta da (nossa)língua: "e quando é que você vai me deixar?"

Mas... não sei.
(segredo: nem sei se ele sabe).

sábado, 8 de janeiro de 2011

Caretices para começar o ano

Nunca me senti tão puritana na minha vida como me senti jogando "Eu Nunca" na Argentina. Pra quem não sabe como se joga, alguém solta alguma coisa depois do "eu nunca..." e você só bebe se já fez. Vocês podem imaginar que eu fiquei bem sóbria nesse jogo.

Mas passou.
Não me senti mal. Me senti única. E você pode chamar de caipira ou de careta, eu realmente não me importo. É engraçado - e pode até ser brega - mas eu me senti especial, quase tão especial quanto algumas pessoas já fizeram eu me sentir. E muitas vezes até por causa disso. Não por me considerar melhor que qualquer um ali, porque eu, sinceramente, não me considero. Mas por me considerar diferente. E ser diferente é bom.

É claro que eu passei a ser vista como uma diferente esquisita do tipo que não curte a vida. O que me fez perceber que pra quem tem a mente tão aberta a ponto de fazer tantas coisas, como diabos não a tem a ponto de considerar a felicidade em valores e vidas diferentes? No fundo, no fundo, são tudo os mesmos caretas que eu. E a gente nunca é tão especial quanto imagina...

Beijar uma menina, usar um cara, ou dormir tão drogada a ponto de não saber onde eu estou acordando, definitivamente e por si só, não vão me garantir uma mente mais aberta. Muito menos mais feliz.

E eu só busco a felicidade nesse mundo, amor.