quinta-feira, 10 de março de 2011

de Liz Gilbert

O único excerto de Comer, Rezar, Amar que eu guardei - e dividi:

" - Não estou rindo. - Na verdade eu estava chorando. - E, por favor, não vá você rir de mim agora, mas acho que o motivo pelo qual é tão difícil para mim esquecer esse cara é que eu realmente achava que o David fosse minha alma gêmea.
- Provavelmente era. O problema é que você não entende o que essa expressão significa. As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito e isso é o que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama sua atenção para você mesmo, para que você posso mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea pra sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora. Acabou, Sacolão (permitam-me comentar que bela tradução!) A missão do David era acordar você, tirar você daquele casamento do qual você precisava sair, destroçar um pouquinho o seu ego, mostrar para você os seus obstáculos e vícios, despedaçar o seu coração (...), deixar você tão desesperada e fora de controle que você fosse obrigada a transformar sua vida. (...) mas agora acabou. (...) Então largue isso.
- Mas eu amo ele.
- Então ame ele.
- Mas eu sinto saudade dele.
- Então sinta saudade."

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