Eu vou e me sento. Sem ser convidada e sem dizer nenhuma palavra. Enquanto você tranca a porta, em silêncio, eu me sinto uma completa estranha. Uma completa estranha num lugar em que eu já considerei mais parte de mim do que a casa em que eu cresci. Eu lembro de que ríamos, nos tempos bons, pensando em como era engraçado o fato de, antes daquele momento, daquele particular momento em que nos conhecemos, sermos uns completos estranhos, alheios a nossa própria existência.
Fizemos aniversário sem nos convidarmos, viajamos sem nos trazer presentes, imaginamos um futuro inteiro sem nossas futuras – e agora passadas - lembranças, e presenças. Você sentiu meu perfume e não se lembrou de mim. Eu ouvia Chico e não me lembrava de você. Nunca mais seríamos assim, como o éramos antes de saber da existência um do outro, do gosto um do outro. Mas isso nunca quis dizer que não nos sentiríamos mais tão pouco à vontade assim quando sozinhos.
E aquele momento era a prova disso.
Me senti incomodada, insegura, nervosa. Tudo que eu não costumava ser na sua presença. Você foi paciente. Paciente até demais, na minha opinião. E ter noção disso me deixava a cada minuto mais nervosa. E mais muda.
Como as coisas mudam!
Eu quis começar um diálogo, podia até ser um monólogo, mas a única frase que cismava em vir na minha cabeça era: eu te amo, porra! E eu não podia despejar aquilo em você. Não assim. Não, de jeito nenhum. Não? Mas o que eu estava fazendo ali, afinal?
- Eu sei que você não me ama mais.
Pronto. Foi tudo o que eu consegui transformar do “eu te amo, porra!” e articular numa frase, que saiu feito bolha da minha boca, feita pra sumir, em seguida, no silêncio constrangedor que se instalou e começou a me consumir. Na verdade, eu só estava esperando que você gritasse bem alto: MENTIRA! QUEM TE DISSE ISSO? EU AINDA TE AMO, SIM! VAMOS FUGIR, VAMOS CASAR, VAMOS FAZER AMOR, VAMOS SER FELIZES, VAMOS, VAMOS... !!
É. Mas não rolou assim.
E "É" foi a sua resposta. Nunca pensei que uma palavrinha tão pequenininha pudesse doer tanto no ouvido da gente. No coração. Nas pernas bambas. Eu quis pensar que você só estivesse sendo meio orgulhoso. Mas você falou com tanta convicção. Na verdade, com tanta indiferença. Que num poderia ter soado mais real...
Era verdade. E até então, eu não contava, de fato, com isso.
(...)
"...entonces se rompe la simétrica quietud de la pintura y escucho nuestras voces muy cercanas. - Cuéntame un cuento - te digo. - ¿Cómo lo quieres? - Cuentáme un cuento que no le hayas contado a nadie."
domingo, 10 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Amor em 3 atos : Primeiro.
Não estou raciocinando muito bem quando decido ir falar com você. Decido? Eu disse decido? Não foi bem uma decisão. Foi mais um impulso. Tudo bem, fui egoísta de novo. Mas foi por amor, dessa vez (vale?). Sei que devia ter cortado toda e qualquer oportunidade de me relacionar com você, antes de qualquer coisa. Mas essa não sou eu. Eu não fecho as portas por onde passo nem as da onde estou. Deixo-as no máximo encostadas. Quem quiser entrar que entre, do passado ou do futuro, faça-me o favor. Sente-se para uma xícara de café, vamos conversar.
Eu não te fiz tão mal. E acho que você não ficaria de todo incomodado em ouvir minha voz de novo. Ficaria, até posso supor, feliz. Ficaria? Sei que tive tempo de sobra pra pensar nessas coisas – e realmente pensei! – mas não consegui me convencer delas, então não é agora que já falei, e porque falei, que isso vá acontecer, né.
Bati. Eu sei que você não é como eu. Que suas portas se fecham sempre que saem as pessoas por ela. Bati com força, então. Já não estava raciocinando mesmo. Não me importava se estivesse fingindo não estar, no momento, ou se estivesse com outra pessoa e eu corria o risco de acordar a casa toda.
Você abriu.
Era 400 vezes mais bonito do que eu me lembrava. Sempre que quero aumentar alguma coisa, como os quilos que eu engordei nos feriados, os minutos em que eu fiquei na fila do supermercado, eu uso o número 400.
Depende do referencial.
No meu, é sempre um número bem grande.
Fez cara de que estava entendendo tudo, e não estava entendendo nada. Agiu seguro, contundente, controlado. Tudo que não costumava ser na minha presença. Sorriu gostoso. Mais de incredulidade do que de satisfação. Eu quis ir embora na hora, mas sei que seria ridículo. Mais ridículo do que ter aparecido, seria ter ido embora! Por isso, e só por isso, eu fiquei. Contra a minha vontade de chorar, que se você não me oferece algo, eu já ia logo satisfazendo.
Daí, fui obrigada a falar que num queria nada, obrigada. E a controlar um choro engasgado, engatado já.
- Você não existe.
Quem dera não existir naquele momento mesmo. Onde eu estava com a cabeça? Ah, já sei... Eu não estava raciocinando muito bem, né? Mas... Justifica?
Ir até ali havia sido impulso. E agora? Minha declaração de amor ia sair do mesmo jeito, impulsionada por um impasse doído? Ou amor não saia espremendo assim?
Que droga. Tinha muito pouco tempo pra pensar em alguma coisa, enquanto tive uns bons anos e meio pra fazê-la, de fato – e nada fiz.
Bom, mas antes de eu chegar até aqui, algumas coisas aconteceram. Eu viajei por todos os continentes, aprendi a cozinhar, a fumar sem tossir, dança de salao, fiquei fluente em três línguas, e cortei o cabelo umas 400 vezes.
Tudo isso pra esquecer você, num primeiro momento, e depois, pra te reconquistar. Confesso que fui mudando essa ordem, especialmente quando percebi que não tinha nascido pra cozinha e de tentativa de ser uma mulher mais interessante pra voce, ela passou a ser apenas um passatempo pra te deixar ir.
A ordem parou em voce quando eu parei de me negar. E ai eu parei.
Aqui.
Eu sei que te conheci quando menina. Só de o tempo ter passado eu já era com certeza uma mulher mais interessante. Ou, no mínimo, uma mulher. Mas eu queria ser uma mais bonita, mais inteligente, mais viajada e mais experiente. Eu queria ser uma mais que todas as outras que ocuparam meu lugar nesse tempo todo, juntas.
E, olha, eu fui.
Eu, olha, eu sou.
Sei lá.
Agora te olhando assim sem saber o que falar me faz questionar por que eu rodei tanto o mundo pra voltar pro mesmo lugar. Ou por que todas as coisas que eu faço são pelos outros e nunca simplesmente por mim. Não podia querer ser uma mulher melhor pra mim?
Não...
Do mesmo jeito que eu nasci sem muitos dotes culinários, eu nasci com muita dependência de ser para alguém. Nesse caso, há muito tempo, e sem mesmo que você desconfiasse, para você.
Eu sei, eu odeio e você também, esse discurso de “nasci assim, não posso mudar”. Mas isso é como que um talento. Ou mais uma falta dele. E outra que sou feliz assim!
Não me sentia feliz naquele momento, mas tudo bem. Eu era.
Era, sim.
(...)
sexta-feira, 11 de março de 2011
Singeleza II
Aconteceu. Fazia dias que ela estava esperando. Mas não foi sem esperança de estar errada que ela foi. E deu. Já sabia até o que fazer, para variar. Depois do sexo que não dormiram, não se abraçaram, não falaram nada, nada. Si lên cio. Um vácuo, uma distância. Uma solidão, uma solidão. Tomou o banho e arrumou as malas. Não podia mais aceitar um sexo sem amor com um homem que ainda amava.
Partiu. Partida. De coração apertado, infeliz.
Apartada dele, pra sempre, enfim.
Partiu. Partida. De coração apertado, infeliz.
Apartada dele, pra sempre, enfim.
Julgava sinceramente cuidar mais da vida do que de mim. Deformei, ninguém imagina o quanto, a minha obra – o que não quer dizer que se não fizesse isso, ela fosse melhor… Abandonei, traição consciente, a ficção, em favor de um homem-de-estudo que fundamentalmente não sou.
Mário de Andrade
Seriamente tentada em abusar por aqui.
(e largar a faculdade, mas isso num é novidade).
quinta-feira, 10 de março de 2011
de Liz Gilbert
O único excerto de Comer, Rezar, Amar que eu guardei - e dividi:
" - Não estou rindo. - Na verdade eu estava chorando. - E, por favor, não vá você rir de mim agora, mas acho que o motivo pelo qual é tão difícil para mim esquecer esse cara é que eu realmente achava que o David fosse minha alma gêmea.
- Provavelmente era. O problema é que você não entende o que essa expressão significa. As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito e isso é o que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama sua atenção para você mesmo, para que você posso mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea pra sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora. Acabou, Sacolão. A missão do David era acordar você, tirar você daquele casamento do qual você precisava sair, destroçar um pouquinho o seu ego, mostrar para você os seus obstáculos e vícios, despedaçar o seu coração (...), deixar você tão desesperada e fora de controle que você fosse obrigada a transformar sua vida. (...) mas agora acabou. (...) Então largue isso.
- Mas eu amo ele.
- Então ame ele.
- Mas eu sinto saudade dele.
- Então sinta saudade."
" - Não estou rindo. - Na verdade eu estava chorando. - E, por favor, não vá você rir de mim agora, mas acho que o motivo pelo qual é tão difícil para mim esquecer esse cara é que eu realmente achava que o David fosse minha alma gêmea.
- Provavelmente era. O problema é que você não entende o que essa expressão significa. As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito e isso é o que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama sua atenção para você mesmo, para que você posso mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea pra sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora. Acabou, Sacolão. A missão do David era acordar você, tirar você daquele casamento do qual você precisava sair, destroçar um pouquinho o seu ego, mostrar para você os seus obstáculos e vícios, despedaçar o seu coração (...), deixar você tão desesperada e fora de controle que você fosse obrigada a transformar sua vida. (...) mas agora acabou. (...) Então largue isso.
- Mas eu amo ele.
- Então ame ele.
- Mas eu sinto saudade dele.
- Então sinta saudade."
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Menina
Eu não desenhei você, menina. Primeiro que se eu tivesse parado e desenhado você, menina, você teria um belo par de olhos azuis. Pra não dizer outras coisas que vem em pares... Ah, e você não reprovaria esse meu comentário. Fato é que você teria, sim, sem sombra de dúvidas, uns olhões assim de dar gosto, menina!
Sequer poderia pensar eu que o retrato mais bonito que faria de você seria um com os olhos fechados. E mais... Sequer poderia pensar eu que esses olhos fechados seriam minha companhia em todos os momentos mais prazerosos da minha vida, simplesmente por indicarem os momentos mais prazeroros da sua...
Depois que eu nunca pensaria em como desenhar seu narizinho. Passaria reto e cego por ele. E só hoje eu sei como acho gracioso o seu narizinho. Cheio de pintinhas que aumentam com o sol, franzido quando voce ri, torcido quando me desaprova. A coisa mais linda desse mundo. Desde o primeiro beijinho de esquimó. Essa coisa brega que você insistia em fazer toda vez que me via mal-humorado. Eu ria.
Também não te faria tão alta e desengonçada, menina. Você é tão desproporcional... Tão. Que me encanta profundamente. Quase que me emociona. Te ver chegar ou ir, sempre deselegante, meio menina, meio moleque, quase nada mulher.
Você não seria tão exibida, também. “Olhem para mim, como eu sou atraente, como eu canto bem, como eu sou engraçada, blá, blá, blá.” Mas isso eu sei que é puro ciúme. E me quebra vez’emquando, mesmo sabendo que é besteira.
No fundo, creio que não te faria mais bonita. Você não é a mulher mais bonita que eu já vi nesse mundo. Mas tem uma beleza assim que não enjoa a gente, sabe. Que não afasta a gente, nem inibe. Só convida. E nem sempre recebe.
Você seria flamenguista e faria medicina. Não teria dores de cabeça ao prender o cabelo e nem derreteria o sorvete para tomar porque “assim é mais gostoso”. Você saberia menos de carros. Na verdade, você simplesmente só dirigiria pior do que eu e, às vezes, só às vezes, me pediria pra fazer uma baliza difícil.
Mas não fui eu que te desenhei, menina. E eu agradeço todos os dias por isso. Agradeço a Deus, ou o que quer que erroneamente chamamos de Deus, por não ter desenhado você. Ou talvez, ainda agradeça a Ele por ter parado e desenhado. Como eu ia criar uma coisinha assim como você?
Que anda em câmera lenta?
Não. Não é que eu ouça música, sinos ou veja estrelas quando te vejo.
Nem tudo para. Aliás, tudo continua.
Mas é que você mexe comigo em câmera lenta, sabe?
Deve ser quando eu bebo demais.
Ou de menos – e aí que a necessidade de te esquecer vem forte e tudo em você parece ter que demorar mais pra ficar mais tempo comigo. Talvez se você fosse de minha autoria não tivesse que ir embora e me obrigar a te banir dos pensamentos.
Mas, sem hipocrisia, mil vezes a tua liberdade de mim do que a mísera possibilidade de eu te criar menos menina. Essa menina que quando eu disse “me abraça” em francês, bêbado, no meio da rua, me abraçou segura. E eu achei lindo! E te amei mais que tudo.
Minha menina.
Mil vezes a tua liberdade que a tua desnatureza.
Linda.
Selvagem.
Rainha.
Sozinha.
Sequer poderia pensar eu que o retrato mais bonito que faria de você seria um com os olhos fechados. E mais... Sequer poderia pensar eu que esses olhos fechados seriam minha companhia em todos os momentos mais prazerosos da minha vida, simplesmente por indicarem os momentos mais prazeroros da sua...
Depois que eu nunca pensaria em como desenhar seu narizinho. Passaria reto e cego por ele. E só hoje eu sei como acho gracioso o seu narizinho. Cheio de pintinhas que aumentam com o sol, franzido quando voce ri, torcido quando me desaprova. A coisa mais linda desse mundo. Desde o primeiro beijinho de esquimó. Essa coisa brega que você insistia em fazer toda vez que me via mal-humorado. Eu ria.
Também não te faria tão alta e desengonçada, menina. Você é tão desproporcional... Tão. Que me encanta profundamente. Quase que me emociona. Te ver chegar ou ir, sempre deselegante, meio menina, meio moleque, quase nada mulher.
Você não seria tão exibida, também. “Olhem para mim, como eu sou atraente, como eu canto bem, como eu sou engraçada, blá, blá, blá.” Mas isso eu sei que é puro ciúme. E me quebra vez’emquando, mesmo sabendo que é besteira.
No fundo, creio que não te faria mais bonita. Você não é a mulher mais bonita que eu já vi nesse mundo. Mas tem uma beleza assim que não enjoa a gente, sabe. Que não afasta a gente, nem inibe. Só convida. E nem sempre recebe.
Você seria flamenguista e faria medicina. Não teria dores de cabeça ao prender o cabelo e nem derreteria o sorvete para tomar porque “assim é mais gostoso”. Você saberia menos de carros. Na verdade, você simplesmente só dirigiria pior do que eu e, às vezes, só às vezes, me pediria pra fazer uma baliza difícil.
Mas não fui eu que te desenhei, menina. E eu agradeço todos os dias por isso. Agradeço a Deus, ou o que quer que erroneamente chamamos de Deus, por não ter desenhado você. Ou talvez, ainda agradeça a Ele por ter parado e desenhado. Como eu ia criar uma coisinha assim como você?
Que anda em câmera lenta?
Não. Não é que eu ouça música, sinos ou veja estrelas quando te vejo.
Nem tudo para. Aliás, tudo continua.
Mas é que você mexe comigo em câmera lenta, sabe?
Deve ser quando eu bebo demais.
Ou de menos – e aí que a necessidade de te esquecer vem forte e tudo em você parece ter que demorar mais pra ficar mais tempo comigo. Talvez se você fosse de minha autoria não tivesse que ir embora e me obrigar a te banir dos pensamentos.
Mas, sem hipocrisia, mil vezes a tua liberdade de mim do que a mísera possibilidade de eu te criar menos menina. Essa menina que quando eu disse “me abraça” em francês, bêbado, no meio da rua, me abraçou segura. E eu achei lindo! E te amei mais que tudo.
Minha menina.
Mil vezes a tua liberdade que a tua desnatureza.
Linda.
Selvagem.
Rainha.
Sozinha.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Madrugadeando
Ela, pra quem o amor era morrer por alguém, perguntou:
"Você tem medo de que eu morra?"
E eu queria ser fiel à resposta dele, mas nem eu sabia qual era... Poderia mentir, inventar, ou criar, como eu gosto de dizer, mas eu queria saber de verdade. Eu queria as coisas de verdade, agora. Especialmente as respostas, especialmente o amor. E isso me fez perder o controle dos meus personagens. Se eu soubesse o que ele iria dizer... Só sei que, ah, se eu pudesse realmente saber e ele pudesse realmente responder, a próxima pergunta dela estaria na ponta da (nossa)língua: "e quando é que você vai me deixar?"
Mas... não sei.
(segredo: nem sei se ele sabe).
"Você tem medo de que eu morra?"
E eu queria ser fiel à resposta dele, mas nem eu sabia qual era... Poderia mentir, inventar, ou criar, como eu gosto de dizer, mas eu queria saber de verdade. Eu queria as coisas de verdade, agora. Especialmente as respostas, especialmente o amor. E isso me fez perder o controle dos meus personagens. Se eu soubesse o que ele iria dizer... Só sei que, ah, se eu pudesse realmente saber e ele pudesse realmente responder, a próxima pergunta dela estaria na ponta da (nossa)língua: "e quando é que você vai me deixar?"
Mas... não sei.
(segredo: nem sei se ele sabe).
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